04 janeiro 2011

 

O prometido

Já tive de engolir muito sapo e que atire a primeira pedra quem nunca o fez.
Melhor ainda, espero viver muitos anos e por conseguinte, engolir ainda muitos outros sapos. Mas acho que há alguns que vou deixar de engolir…

Sou defensor de que há coisas que não mudam e não devem mudar e como sou pragmático costumo dar como exemplo a lei da gravidade.
A moral e a ética são dois dos valores que gosto de defender e que acho que não devem mudar. Mas com o passar do tempo e graças mutabilidade do carácter das pessoas que me rodeia, começo seriamente a pensar que nem estes valores vão escapar ilesos.

Recentemente prometi a um colaborador algo, mas passado algum tempo (chegado já o momento em que deveria cumprir o meu prometido) vi-me perante um problema: Este colaborador deveria ser despedido em vez de receber o prémio prometido.
 
E agora?!? Muita porrada me deu a minha consciência.

Mas a situação resolveu-se numa breve troca de palavras que farão jurisprudência na minha moral:

Ele: … então? Para quando o premiozinho?
Eu: Bem sei, o prometido é de Vidro!
Ele: De vidro não! É devido!
Eu: Devido não! É mesmo de vidro e como o deixou cair, partiu-se e já não há mais.

Pois é, espero ainda viver mais alguns anos e não ficar surpreendido quando as maças começarem a levitar

Comments:
Meu caro. Não é um problema de consciência ou de ética, simplesmente trata-se de uma questão de «mudança de circunstâncias a requerer tomada de medidas de gestão diferentes com muita pena nossa» ehehehe
 
Meu caro. Não é um problema de consciência ou de ética, simplesmente trata-se de uma questão de «mudança de circunstâncias a requerer tomada de medidas de gestão diferentes com muita pena nossa» ehehehe

PS: Não quero o comentário anónimo. Tomo as medidas mas dou a cara ...lol...
 
Mas continua a ser uma questão de moral e ética, levaria prémio se o merecesse, se fez asneira tem que ser despedido... é uma questão de justiça. :D
 
Como eu o compreendo...mas não fique com problemas de consciência...ele também sabia que não o mercia...e por isso o questionou...
Depois existe o reverso da moeda que é aqueles que se adoram o que fazem, matam-se a trabalhar porque têm prazer em fazê-lo e depois...depois? Palmadinha nas costas e...."obg por te ter conhecido...desculpa, mas não há verbas....lamento".
E assim ficamos pelo lamento...

Cumprimentos


Susana Bailarim
 
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