27 julho 2006
Portugal Real II

Hoje, num supermercado, um excelentíssimo senhor doutor, pegou num saco de plástico para colocar fruta (depois de ter destruído cerca de 5) e começou a escolher fruta.
Não meus amigos, não estou a criticar o facto de ter destruído 5 para conseguir abrir um. Neste caso estaria apenas a relatar um animal e aquilo que presenciei foi digno da besta em causa.
Escolheu um cacho de uvas e colocou no saco. Escolheu 2 maçãs e colocou... NO MESMO SACO DA UVAS ! ! !
Foi ainda buscar 2 pêssegos e 2 bananas e colocou NO MESMO SACO ! ! !
Não sei porquê, mas algo emanava da besta a ponto de ter reparado na cena desde o primeiro segundo.
Dirigiu-se ao funcionário que pesa os produtos e entregou-lhe o saco, ao que este, após demorado período de reflexão (perante tamanha anormalidade), disse:
- Peço desculpa, mas tem de colocar a fruta separada por sacos...
Ao que a besta responde:
- Olhe, não gosto de andar com muitos sacos, só cá vim buscar fruta para levar para a praia e apenas vou levar um saco!
Perante isto, o funcionário despejou o saco, pesou cada tipo de fruta individualmente e colocou os autocolantes com os preços, todos no mesmo saco do excelentíssimo senhor doutor.
Não sei o que sucedeu na caixa pois não consegui perseguir a besta. Temia que caso o fizesse, com a vontade que lhe estava, ainda lhe desse com a palete do leite pelo cachaço abaixo.
Eu não sou um 'desses doutores' e sou incapaz de tal atitude, mas conheço muitos que o fazem.
De facto há para aí muitas bestas à solta.
Eu não tenho o tenho mas, mesmo q tivesse, não fui educada nesse sentido!
Realmente, há p aí c cada um.....
Mas detesto aqueles que exibem sinais exteriores de terem sido ‘bem criados’ e acabam por ser os mais ‘mal criados’, ou verdadeiras bestas (como gosto de lhes chamar).
Também eu sou doutor (grande merda, enfim), mas acima de tudo considero-me uma pessoa muito social porque vivo em sociedade. E por considerar ter estudos acima da média, sinto que tenho uma responsabilidade social também acima da média.
Apesar de muitas vezes criticar o trabalho de muitos, jamais abusaria dos serviços de alguém.
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