30 junho 2006
Censura à moda do Porto

«abster-se de, publicamente, expressar críticas que ponham em causa o bom-nome e a imagem do município do Porto, enquanto entidade co-financiadora da actividade da sua representada».
Isto é no mínimo pouco democrático, relembra a censura e não sei até que ponto pode ser punido (claro que não em Portugal, onde tudo é permitido).
Há um ditado que diz “Não mordas a mão que te alimenta” e que até hoje influenciou sempre a relação entre quem dá e quem recebe os subsídios.
Não vou colocar em causa esta forma de relacionamento muito ‘humana’ mas posso e devo questionar o seguinte:
Será que a prática da Câmara do Porto é assim tão medíocre, que mesmo dando subsídios, ainda há quem os critique?
e
“Não mordas a mão que te alimenta”
tadução (please)...
:)
A tradução está no próprio parágrafo, ou melhor ainda, o próprio provérbio diz tudo o que há a dizer sobre essa relação.
Antes nem se falava no assunto, depois passaram a haver conversas 'off the record' e agora passa a contrato escrito.
Já disse e volto a repetir, não me apetece agora dissertar sobre:
- as obrigações da Câmara enquanto entidade financiadora
- as permutas estratégicas cedidas pelas entidades financiadas.
O mundo não é perfeito mas escusa de ser tão parvo. Isto é, nem quem financia deve passar a escrito barbaridades daquelas, nem quem é financiado deve entrar em guerrilha DIRECTA com a fonte do financiamento.
eu entendi perfeitamente o provérbio!
apenas brinquei um pouco com este caso,
porque é de lamentar que entidades financiadoras e entidades financiadas tenham recuado no tempo mais de 40anos...
será que me fiz entender!
:)
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