18 maio 2006
Presunção e ficção

Lá está uma vez mais a sociedade a esquecer-se de que há quem não tenha religião!
Eu tenho uma perspectiva diferente da maioria das pessoas, pois considero que o livro apenas reforça a igreja, pois parte de um mesmo pressuposto: a existência de Cristo (filho de Deus).
Como não sou religioso, em tempos desenvolvi uma teoria, “A Mentira Bíblica” (ou “Verdade bíblica”, para os crentes). Esta teoria consiste em juntar a uma mentira, factos históricos, locais ou obras reais, para que, por um processo equivalente à ‘osmose’, a ficção (ou mentira) possa assumir algum crédito.
Se interrompermos este processo na sua fase inicial, ainda podemos separar a mentira da verdade. Ora é isso mesmo o que a Igreja tenta fazer em relação ao livro de Dan Brown, mas que dificilmente se poderá aplicar à Bíblia (o processo já está concluído e já não se consegue separar o trigo (factos) do joio (ficção)).
Acho interessante a posição das organizações religiosas ao quererem obrigar a produtora do filme, a divulgar que se trata de uma ficção e não da realidade. Este aviso para mim é tão válido como, se a partir de agora, sempre que por questões lúdicas assistisse a uma cerimónia religiosa, lá estivesse presente o mesmo aviso.
Acredito pois, tanto num romance como acredito no outro.
Para mim, ouvir esta discussão, é como se estivesse a ouvir George Lucas a discutir com o Gene Roddenberry, se o que é válido é a Guerra das Estrelas ou o Caminho das Estrelas.
É que cada vez que vou ao cinema gasto uns €15. As missas são de borla e ainda oferecem a comida...
Não pude deixar de imaginar por momentos uma maquina de fazer hosteas à entrada da igueja. Doces ou salgadas?
Espero que não haja nenhum padre a ler o Blog, senão acho que já arranjei maneira de a igreja ganhar mais uns trocados. E afinal de contas, não é uma ideia tão ridícula como as velas que são LEDs...
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