26 abril 2006
Chermobyl

A radiação libertada por este acidente foi equivalente a 200 vezes a radiação libertada em conjunto pelas bombas de Hiroshima e Nagasaki.
O número de vítimas de um acidente deste género não se reflecte na contagem dos corpos, é mais grave, degradante, duradouro e sofrido.
Não acredito em deus, mas acredito que o homem tenta insistentemente ocupar esse lugar ‘vazio’. O grave é que durante essa tentativa, vai cometendo atrocidades que ultrapassam a sua capacidade de responsabilização.
Para quase tudo, uma imagem vale mais que muitas palavras. Recomendo que vejam esta foto reportagem.
Convém sobre este assunto referir que se tratou de um erro humano completamente estúpido e quero acreditar que o facto de não terem existido até hoje outros casos como este, é sinal de que aprendemos com os erros cometidos.
Sou a favor da energia nuclear, é a solução para a nossa dependência energética.
Mas sou completamente contra a energia nuclear em Portugal enquanto reinar neste país a incompetência.
Tal como genericamente a comunidade internacional se opõe aos avanços nucleares no Irão, porque acha (e bem) que apenas o fazem com o objectivo bélico, a mesma opinião deveria vetar o avanço de Portugal na energia nuclear, porque (a não ser que venham eles para cá tomar conta disso) só iríamos caminhar para um luso-chermobyl.
Gostaria ainda de deixar aqui uma questão, mesmo que eu nunca saiba as vossas respostas: concordariam com uma usina de energia nuclear no Irão (ou afins), desde que fosse gerida por um país ocidental do hemisfério norte?
A minha avó tinha muitos irmãos e eram muito pobres (inclusive havia um com deficiências mentais profundas), mas a regra da casa era que um só poderia ter, se todos tivessem.... de outra forma, é sempre perigoso.
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